O mal de Alzheimer, também
conhecido como doença de Alzheimer, é uma doença degenerativa e progressiva que
provoca atrofia do cérebro, levando à demência em pacientes idosos. O termo
demência é usado para indicar a perda de capacidade de raciocínio e memória. O
mal de Alzheimer é causado por uma degeneração das células cerebrais, fato
comum no processo de envelhecimento. Alguns estudos remetem ainda a
possibilidade das infecções no cérebro e na medula, a intoxicação por metais
pesados, e uma diminuição da acetilcolina e da noradrenalina como formas de
facilitar o aparecimento da doença, além, claro, do fator hereditário.
Apesar de haver vários riscos para o Alzheimer, a
sua causa exata ainda é desconhecida. Acredita-se
que o acúmulo nos neurônios de uma proteína chamada beta amiloide seja um dos
fatores responsáveis pelo desencadeamento da doença, mas por que esta
substância se acumula em umas pessoas e não em outras, ainda precisa ser
estudado. Entre os fatores de risco, encontra-se o tabagismo, hipertensão
arterial, diabetes, entre outros.
Entres os sintomas do Alzheimer,
podemos citar:
- Dificuldade
para acompanhar conversações ou pensamentos complexos
- Dificuldade
para encontrar palavras que exprimam idéias ou sentimentos pessoais;
- Alterações de comportamento, como perda da inibição, agitação e
alucinações, etc.
Infelizmente, ainda não existe uma cura para o
Alzheimer. O tratamento é feito com alguns medicamentos, como a Donepezila.
Porém, esse medicamento não surte efeitos em todos os pacientes. Estudos feitos
por um grupo de pesquisadores liderados por Elizabeth Gould, trazem esperanças para o
tratamento de lesões e doenças degenerativas através da neurogênese, assim como
o combate de males associados ao avanço da idade. Porém, ainda é uma área que
requer bastantes pesquisas e estudos para se chegar à um resultado que comprove
que possa vir a existir a cura para não só o Alzheimer, mas sim todas as
doenças degenerativas do cérebro.
Abraços, e até a próxima...

Tema de grande importância, pois este pode ajudar no tratamento que potencializaria a sobrevivência de novas células geradas no cérebro.
ResponderExcluirA combinação do tratamento entre lítio e enriquecimento ambiental pode potencializar a sobrevivência de novas células geradas no cérebro de animais adultos, como mostra pesquisa do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP."O tratamento combinado poderia constituir uma estratégia mais eficaz para promover a sobrevivência de neurônios e melhorar a função cognitiva na doença de Alzheimer. Porém, como o estudo foi realizado em animais adultos saudáveis, é necessário realizar pesquisa adicional para avaliar com mais clareza as implicações desses resultados", aponta a psicóloga Evelin Lisete Schaeffer, coordenadora e idealizadora do projeto.
Caso seja realizadas novas pesquisas comprovando tais fatos, pode-se ter um melhor tratamento e expectativa de vida sobre o Alzheimer.
Muito interessante o post.
Com o avanço da idade o processo de neurogênese é reduzido. Embora muitos avanços tenham sido alcançados na compreensão do funcionamento das células tronco do sistema nervoso e sua relação com o envelhecimento, ainda há muito o que ser aprendido, o “envelhecimento” das células tronco neurais poderia estar envolvido em desordens neurodegenerativas (Alzheimer e Parkinson), altamente sensível ao estresse fisiológico havendo então o comprometimento deste processo.
ResponderExcluirMuito bom o Post!!
O mal de Alzheimer acomete, na maioria dos casos, pessoas de mais idade, porém, especialistas afirmam que, apesar de a geração de células diminuir na medida em que a pessoa envelhece, é possível perceber a neurogênese mesmo em seres humanos de idade avançada, o que pode ser a chave para a cura dessa doença. Porém, ainda há ceticismo por parte de alguns especialistas, eles afirmam que não existem evidências de que tal fenômeno aconteça no córtex cerebral, que há evidências contraditórias para o caso do nascimento de novos neurônios no bulbo olfatório (região do cérebro responsável pelos cheiros que sentimos) e que as provas são limitadas no caso do hipocampo, cuja neurogênese parece diminuir à medida que a idade aumenta e não se sabe, ao certo, se a quantidade disponível poderia ser útil para o tratamento de doenças. Portanto, como foi dito no post, muitas pesquisas e estudos se fazem necessárias para se ter uma resposta concreta sobre a neurogênese e uma cura para o Alzheimer.
ResponderExcluirA diminuição da neurogênese é considerada normal e natural, pois é um processo gradual que vai ocorrendo com o passar dos anos, mas já foi comprovado que indivíduos adultos ainda realizam esse processo de neurogênese, muito precisa ser estudado e aprendido sobre esse processo que se compreendido, poderá abrir as portas para diagnósticos mais rápidos e para a detecção de uma série de doenças psíquicas e neurológicas, como o mal de Alzheimer que causa perda de parte da capacidade de raciocínio e memoria e que afeta mais indivíduos idosos, mas é necessário um maior conhecimento, pesquisas e estudos sobre a neurogênese para desenvolver técnicas que amenizem os sintomas e se possível uma cura para este mal entre outros.
ResponderExcluirUm estudo realizado por cientistas brasileiros da UFRJ, de acordo com resultados da pesquisa os neurofoxinas oligômeros de abeta, em maior quantidade no cérebro de pessoas com alzheimer e os principais responsáveis pela perda de memória nas fases iniciais da doença também são capazes de provocar sintomas de depressão. O processo degenerativo na doença de alzheimer leva deficiência de diversos neurotransmissores, moléculas que atuam na condução dos estímulos nervosos transmitidos de um neurônio para outro. Não se sabe por que a doença ocorre, mas, com o avanço da medicina algumas lesões cerebrais passaram a ficar mais evidentes, o depósito de proteínas beta-amilóide, anormalmente produzida no caso da doença e os emaranhados neurofibrilares fruto da hiperfosforilacao da proteína tau, alem disso a redução de células nervosas ( neurônios) é outra alteração. ...
ResponderExcluirÉ um processo natural, a perca ou diminuição da síntese de alguns tecidos no corpo humano no decorrer da velhice, neste caso neurônios, que são responsáveis pela transmissão de sinais, para haver a movimentação e a capacidade cognitiva e de raciocínio. Com o avanço das pesquisas na área da medicina, a utilização de células troncos para a neurogênese esta cada vez mais avançadas, podendo em um futuro bem proximo, minimizar os efeitos causados por essas doenças como o mal de alzheimer.
ResponderExcluirSeria interessante levantar a importancia da atividade física nesse contexto. Como já se sabe, o exercicio fisico regular estimula a neurogênese, previne a senilidade e a demencia (uma das consequencias do Mal de Alzeimer). Pesquisas tem mostrado que a redução dos riscos podem chegar a 40% em indivíduos que praticam atividade física regularmente. Um estudo realizado durante um periodo de seis anos com homens e mulheres(4600) com idades acima de 65 anos, demonstrou mais uma vez a eficácia da atividade física na prevenção da doença. Essa população não possuia nenhum deficit de cognição ou doença de Alzeimer antes da pesquisa, passados os seis anos verificou-se que os indivíduos que não praticavam atividade fisica regularmente passaram a apresentar maior risco de ter a doença, enquanto que os que praticavam atividade fisica regular reduziram em 30% suas chances de serem diagnosticados com a doença. Parabéns pela postagem, muito esclarecedora.
ResponderExcluirDiminuição da neurogênese é um processo natural do ser humano, mas que pode ser retardado com o uso de medicamentos e tratamentos específicos
ResponderExcluirÉ importante observar que indivíduos cada vez mais jovens estão sendo atingidos patologicamente por esse mal.
Os mesmos jovens que não tem um estilo de vida saudável, não possuem uma boa qualidade de sono fatores que afetam a saúde neural do indivíduo.
Um estudo recente, publicado em cell , indica que os novos neurônios ajudam no processo de armazenagem das antigas memórias, transferindo-as do hipocampo para o neocórtex, fazendo assim com que passem a ser permanentes, e libertando espaço para a entrada de novas memórias no hipocampo.
ResponderExcluirO hipocampo é uma pequena zona do cérebro pela que entram as novas memórias ou lembranças no nosso cérebro. Após aproximadamente um mês, estas memórias são transferidas para o neocórtex, onde ficam armazenadas de forma permanente. A eficiência do neocórtex depende da sua superfície, pelo que quantas mais circunvalações apresente melhor irá funcionar (porque terá mais superfície). E nisso, o cérebro humano supera em muito todos os outros. O estudo realizado, fazendo experiências com ratos, demonstra que indivíduos com problemas de neurogênese (criação de novos neurônios) no hipocampo apresentam também dificuldades de retenção de novas memórias permanentes: criando-lhes novas memórias, e desativando o hipocampo com medicamentos um mês depois, os indivíduos normais retinham as memórias, enquanto que os que tinham problemas de neurogênese demonstravam não se lembrar destas novas memórias.
Procurando indivíduos com uma taxa de neurogênese superior à normal, repetiram a experiência desativando antes o hipocampo, e chegaram a conclusão de que efetivamente os indivíduos com formação mais rápida de novos neurônios também retinham as memórias permanentemente de maneira mais rápida.
Os autores chegaram assim a conclusão de que a neurogênese no hipocampo limpa o mesmo das memórias recentes, transferindo-as para o armazém definitivo no neocórtex, e deixando livre o hipocampo para receber novas memórias recentes.
Alzheimer é uma doença degenerativa que acomete as células cerebrais, causada na maioria pelo envelhecimento aliados mal hábito como tabagismos, e a outras patologias como hipertensão e diabetes. Como o campo de pesquisa na área de tratamento para o Alzheimer é muito escasso ainda, faz-se necessário à utilização de outros meios para tentar amenizar as causas e efeitos da doença. Esse outro meio poderia ser a atividade física. Como já comentado aqui, a atividade física feita de maneira regular e com acompanhamento de profissionais qualificados, estimula a neurogênese, que pode ajudar de maneira bem significativa no combater a degeneração das células cerebrais. Então faz-se necessária pesquisas que tenham além da neurogênese e da tratamento para a Alzheimer como foco de trabalho, tenham também a atividade física como alvo de pesquisa, pois essa e uma estimuladora da neurogênese, esse ultimo e de fundamental importância no combate a Alzheimer.
ResponderExcluirÉ interessante voltarmos o tratamento a além do uso de medicamentos, mas também a prática de exercícios físicos.Pode ser feita a associação do fortalecimento muscular com outras atividades como equilíbrio, alongamento e propriocepção. Os exercícios fazem com que várias partes do cérebro sejam estimuladas, desde a fala, aos sentidos, visão e tato, além de trabalhar o equilíbrio, a postura, fazendo com que o idoso vá registrando toda a atividade e assim promovendo a ligação entre as células do cérebro.
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