quinta-feira, 23 de abril de 2015

Neurogênese e Alzheimer

O mal de Alzheimer, também conhecido como doença de Alzheimer, é uma doença degenerativa e progressiva que provoca atrofia do cérebro, levando à demência em pacientes idosos. O termo demência é usado para indicar a perda de capacidade de raciocínio e memória. O mal de Alzheimer é causado por uma degeneração das células cerebrais, fato comum no processo de envelhecimento. Alguns estudos remetem ainda a possibilidade das infecções no cérebro e na medula, a intoxicação por metais pesados, e uma diminuição da acetilcolina e da noradrenalina como formas de facilitar o aparecimento da doença, além, claro, do fator hereditário.



Apesar de haver vários riscos para o Alzheimer, a sua causa exata ainda é desconhecida. Acredita-se que o acúmulo nos neurônios de uma proteína chamada beta amiloide seja um dos fatores responsáveis pelo desencadeamento da doença, mas por que esta substância se acumula em umas pessoas e não em outras, ainda precisa ser estudado. Entre os fatores de risco, encontra-se o tabagismo, hipertensão arterial, diabetes, entre outros.

Entres os sintomas do Alzheimer, podemos citar:
  • Dificuldade para acompanhar conversações ou pensamentos complexos
  • Dificuldade para encontrar palavras que exprimam idéias ou sentimentos pessoais;
  • Alterações de comportamento, como perda da inibição, agitação e alucinações, etc.

Infelizmente, ainda não existe uma cura para o Alzheimer. O tratamento é feito com alguns medicamentos, como a Donepezila. Porém, esse medicamento não surte efeitos em todos os pacientes. Estudos feitos por um grupo de pesquisadores liderados por Elizabeth Gould, trazem esperanças para o tratamento de lesões e doenças degenerativas através da neurogênese, assim como o combate de males associados ao avanço da idade. Porém, ainda é uma área que requer bastantes pesquisas e estudos para se chegar à um resultado que comprove que possa vir a existir a cura para não só o Alzheimer, mas sim todas as doenças degenerativas do cérebro.


                                                             
                                                                  Abraços, e até a próxima...

domingo, 12 de abril de 2015

Neurogênese e Mal de Parkinson

Mal de Parkinson trata-se de uma doença degenerativa, crônica e progressiva do sistema neurológico, caracterizada pela disfunção e perda de neurônios secretores de dopamina localizados na substância negra, porção heterogênea do mesencéfalo do sistema nervoso central (SNC). Os neurônios dessa região sintetizam o neurotransmissor dopamina cuja diminuição afeta a motricidade, sintomas bem evidentes e característicos, como tremor, inicialmente nas mãos e braços, e com o tempo, por todo o corpo, distúrbios de equilíbrio, entre outros.

É possível que a doença de Parkinson ocorra devido a defeitos em enzimas  envolvidas na deterioração das proteínas ubiquitina , e alfa sinucleina que na forma  fibrilar é um dos principais componentes dos corpos de Lewis(DCL) doença que afeta o pensamento com três principais sintomas: lentidão do movimentos, alucinações visuais e flutuações (a pessoa se encontra em seu estado normal e depois muda) características também do Mal de Alzheimer.
 
Descrita pela 1ª vez por James Parkinson em 1817, o Mal de Parkinson nome sugerido pelo neurologista francês Jean Martin Charcot, em homenagem a James Parkinson, tem inicio geralmente após os 50 anos de idade ocorrendo entre 80 a 160 casos por 100 mil habitantes, aproximadamente 1% dos indivíduos acima de 65 anos, no Brasil apenas 10% dos pacientes apresenta perda das funções cognitivas por causa do Parkinson em outros países os números variam de 20% a 40%.

O tratamento pode ser realizado de três maneiras: não farmacológicas, farmacológicas e o cirúrgico. Na medida não farmacológica, não há atenuação ou impedimento da doença, mas sim uma preparação para enfrentar as mudanças orgânicas e psicológicas resultadas da consunção e insuficiência motora, dividido em quatro partes: 1ª, a educação, informar o paciente sobre a doença comentando sua relação e o tratamento a ser instituído; 2ª suporte psicológico vindo dos médicos e familiares já que pacientes de DP (doença de Parkinson) desenvolvem depressão 3ª exercício, para manter um estado de funcionamento muscular e osteomuscular, 4ª nutrição, fazer refeições com alimentos ricos em cálcio e fibras para manter um melhor estado orgânico e a prevenir osteoporose e constipação intestinal.  No tratamento farmacológico ocorre a partir do consumo  de substâncias medicamentosas limitados a selegilina, amantadina, levodopa, anticoligernicos e agonistas dopaminérgicos. E por último o método cirúrgico e menos usual por ser usado apenas por pacientes com casos severos. Funciona com a implantação de estimuladores de sistemas elétricos em especificas áreas do cérebro.

A Neurogênese pode ser bem eficaz no tratamento, e futuramente, até na cura do Parkinson. Um estudo publicado no México, prevê três maneiras do tratamento ser realizado. O primeiro é para evitar movimentos involuntários, através da L-Dopa, droga eficaz e disponível para substituir a dopamina, porém, os primeiros resultados aparecem somente após 4 anos de uso. Uma segunda alternativa é evitar a perda do efeito terapêutico do Pramipexol, um outro medicamento que ajuda a controlar o Mal de Parkinson. E a última opção seria a própria neurogênese, um processo que envolve a geração de novos neurónios a partir de células estaminais  para aumentar a atividade relacionada com o dopamina no cérebro.
De acordo com o estudo, “Se pudermos evitar discinesias causadas por L-Dopa ou impedir a perda gradual da eficácia do Pramipexol, isso terá resolvido o problema do Parkinson, embora a recuperação de neurônios perdidos pela neurogênese é a melhor escolha"
Basta-nos agora aguardar enquanto mais estudos são feitos, e esperar para que os resultados sejam positivos.


                                                       Abraços, e até a próxima postagem..


REFERÊNCIAS:

http://comunicacion.cinvestav.mx/Inicio/TabId/55/ArtMID/954/ArticleID/166/Neurog233nesis-alternativa-prometedora-para-controlar-mal-de-Parkinson.aspx


domingo, 5 de abril de 2015

Neurogênese e Exercício Físico

Durante muito tempo, acreditou-se que a Neurogênese(nascimento de novos neurônios) ocorria somente durante o desenvolvimento embrionário, e que o cérebro de um adulto permanecia estável. Por muito tempo, a ciência soube que células da pele, do fígado, coração e rins podiam se regenerar. Mas e as células nervosas? Todas as informações contidas nelas eram perdidas assim que elas morressem?

Joseph Altman( Neurocientista, e especialista no estudo da neurogênese), apresentou na década de 60, as primeiras evidências da neurogênese em ratos adultos, apresentando novos neurônios no hipocampo e no bulbo olfatório. Porém, mesmo com esses fatos, suas idéias não foram muito aceitas, pois existia um certo ceticismo por parte da comunidade científica, onde muitos alegavam que os dados encontrados em experimentos com ratos não poderiam ser aplicado em humanos.

Foi somente na década de 90 que essa área de pesquisa ganhou um destaque maior, quando os pesquisadores Samuel Weiss e Brent Reynolds, da Universidade de Calgary, em Alberta, Canadá, isolaram células do cérebro de camudongos, que possuíam características semelhantes às de células-troncos. Manipuladas em laboratório, essas células deram origem a novos neurônios e também a outros tipos de células do cérebro.


No fim dos anos 90, constatou-se que macacos adultos também geram células novas no hipocampo. E isso trouxe muito otimismo pra comunidade científica, já que os macacos são muito semelhante aos humanos.

Mas, mesmo com todas essas evindências, ainda é necessário muito estudo para que todas essas informações possam chegar até os hospitais, e ajudar no tratamento de pessoas com, por exemplo, Mal de Alzheimer e Doença de Parkinson. Porém, essa realidade parece estar mais perto do que se imagina, e nota-se um grande otimismo por parte dos estudiosos e cientistas.


                                                                                     Um abraço, e até a próxima postagem.